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Viveiros | ||||||
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ALOÉS,
OS LÍRIOS DO DESERTO
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| Q.da Fortuna | |||||||
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Dietfrid Kranich
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Na época fria,
ou seja, mais ou menos a partir de Dezembro, quando múltiplas ladeiras
inteiras estão cobertas de flores vermelhas, seja na Quinta do
Lago, seja noutros sítios do Algarve, estamos a admirar o "
aloé do Natal ". Natal é o nome de um país na
África do Sul, supostamente descoberto por marinheiros portugueses
por volta do dia do nascimento de Jesus; podemos, assim, falar ainda do
" aloé de Natal ". |
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| Para
enfeitar o jardim no Algarve utilizam-se frequentemente também: - o aloé ciliaris de aparência filigrana que aprecia um bocadinho de sombra, trepa árvores até aos 3 metros de altura e apresenta lindas flores amarelas. - os aloés excelsa e ferox que atingem 1.5 de altura e apresentam botões florais nas cores vermelho, laranja e amarelo podem chegar até 0.5 m de altura (ver foto). - o pequeno aloé saponária que não ultrapassará os 0.3 m e que apresenta flores divididas de cor vermelho-laranja que chegam a mais do duplo dessa altura. Propaga-se rapidamente através de mergulhões da planta-mãe. Os aloés que foram criados a partir de sementes costumam cruzar-se com outros espécies de aloés de modo que o aloé vero e verdadeiro é propagado somente mediante mergulhões. Um tipo de aloés facilmente confundível com o aloé vera que foi provavelmente criado a partir de sementes está a venda nos viveiros locais e distingue-se pelas folhas que apresentam pontinhos claros, pelo tronco rasteiro, pelas flores de cor vermelho-laranja e pelo número enorme de mergulhões que crescem rapidamente. Convêm utilizar o referido tipo de variedade apenas no tratamento externo de feridas. A planta parece, porém, não ser tóxica visto que um meu conhecido está a consumi-la assim tendo curado a azia da qual sofria. Foi já no antigo
Egipto que o aloé vera, ou seja, o " aloé verdadeiro
" era utilizado sob o nome de " sangue dos deuses ", tanto
para fins medicinais como em preparados cosméticos. Com os comerciantes
árabes chegou na Índia, China e Ásia de Sudeste e
com os espanhóis e portugueses na América. Em Barbados e
noutras zonas da América Central é cultivada e comercializada
desde 1650. Deram-lhe o nome científico de " aloé barbadensis
" mas a medicina conhece-o sob o nome de aloé vera. As suas
folhas equipadas de espinhos laterais ergam-se até aos 60 cm de
comprimento, apresentando uma espessura de 3 cm e uma largura de 8 cm.
São dum verde intenso e uniforme. O aloé vera distingue
se das outras variedades e criações por não ter tronco.
Cresce lentamente criando apenas 5 a 10 mergulhões por ano. No
jardim, é muito decorativo, especialmente quando apresenta as suas
flores amarelas. Na penumbra as folhas mantêm a sua viva cor verde,
em pleno sol é provável que se tornem castanho. O aloé
vera cresce sobre terreno arenoso, argiloso ou húmus, e preferivelmente
entre árvores e arbustos. Ao fim de cerca de três anos podemos
cortar uma das folhas inferiores e guardá-lo no frigorífico
por cerca de 2 a 3 semanas. Se for necessário, cortamos um bocado,
partilhamo-lo ao meio para utilizar o coração incolor e
pegajoso para fins medicinais. Quanto ao uso externo, o líquido
espalha-se sobre as feridas, quanto ao uso interno, come-se cerca de uma
colher do chá da sua carne. O sabor é quase neutro, e é
apenas junto à casca que se acumulam substâncias amargas
não recomendáveis. O aloé vera ajuda na cicatrização
de feridas, em queimaduras - também nas queimaduras do Boa sorte, ou "Happy Growing" deseja o Dietfrid Kranich. Contacto: Dietfrid Kranich, Baumschule in Moncarapacho, Tel: 289792190 |
Aloé Saponaria |
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![]() Aloé Excelsa |
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| Aloé Vera |
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